Artigo: Policiais Militares, o serviço, o sono e a incoerência
Ao ler em jornais locais de hoje 03 de setembro de 2010, com a Manchete: Policiais flagrados dormindo em serviço, construiremos referência a um tema paralelo e, em seguida as observações pertinentes a discussão do assunto em tela. Este texto é fundamentado no excelente trabalho monográfico da lavra de Francisco Hilângelo Viera Barros, com o tema: avaliação da privação do sono e dos padrões fisiológicos nos profissionais de enfermagem do município de Quixadá, orientado pela profa. MS. Luisa Helena de Oliveira Lima. Entre os mais antigos grupos profissionais que trabalham em sistemas de turnos, encontram-se os dos serviços de saúde, dentre os quais os enfermeiros e os auxiliares de enfermagem. Vários estudos foram realizados para avaliar as conseqüências do trabalho em turnos no ciclo vigília-sono dos trabalhadores da área da saúde. Foi relatado que pode haver prejuízos à saúde do trabalhador deixando seqüelas, quer seja nos aspectos psíquicos, físicos, emocionais, quer seja nos seus aspectos sociais, familiares e interpessoais.
O sono desempenha importante papel na fisiologia de diversos sistemas. A privação do sono ocorre com freqüência em situações de trabalho, particularmente o trabalho em turnos, nas doenças do sono, nos transtornos de ansiedade e depressão e na presença de estresse inevitável. . A espécie humana, como muitas outras, organiza suas atividades segundo um ciclo de 24 horas. O sono desempenha importante papel na fisiologia de diversos sistemas. O estresse ligado ao trabalho noturno resulta de três fatores gerais: desincronização do ritmo circadiano, alteração da vida social e familiar e privação do sono. Estes fatores podem interagir para produzirem os efeitos prejudiciais sobre o bem-estar geral, psicológico e físico, do trabalhador noturno. Dormir durante o dia é extremamente desfavorável devido à não adaptação dos ritmos biológicos. A fadiga aguda ou crônica produzida por muitas horas de trabalho, associada à privação ou redução significativa das horas de sono, são os principais fatores que influenciam no desempenho do indivíduo. Nos casos dos policiais dormindo em serviço este fato está sendo rotineiro nas escalas do programa Ronda do Quarteirão.
A Polícia Militar, através de um oficial, afirma em matéria divulgada: "que atitudes
como essas não serão aceitas. O policial é pago para trabalhar em prol da
sociedade. Quem não se adequar vai sair”. Já o presidente da Associação dos
Militares, Flávio Sabino, afirma que a escala atual de três dias de trabalho noturno por um de folga é insuportável.
O que fazer? Continuar esta escala desumana e prender todo o efetivo que
fatalmente não resistirá aos anseios do organismo? Reorganizar a escala em base
científica e humana? Ou continuar na verdade absoluta? As autoridades constituídas
devem apresentar uma resposta calcada na dignidade da pessoa humana, ou será
que o militar não é humano?
*Coronel da reserva. Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do
Ceará (2003 a 2006). Presidente da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros
Militares do Brasil (2005 a 2006).
José Ananias Duarte Frota
Em 03 de setembro de 2010

escrito por cicero , setembro 05, 2010
escrito por Flávio Sabino , setembro 05, 2010
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Fui vítima desses abusos, onde encontrava-me tirando serviço de operador de comunicação, quando por volta das 05h00 baixei a cabeça sobre o balcão dentro do COPOM, quando logo em seguida o TCel. EDIvar ex. Cmt. do 7º BPM, avistou-me pelo vidro da porta, sendo que, ao entrar me coloqei em posição ereta (atento ao serviço), mas não teve jeito, tanto quis que me puniu com 08 dias de permanencia disciplinar, transgração grave, mesmo não estando de sentinela. Recorri em todos as peças administrativas, mas até o presente momento sem êxito. Vou continuar tentando, pois é meu direito, mas fica difícil no nosso estilo de militarismo arcaico.