Repercutiu: Militares são impedidos de voltar para casa
Após inspeção, cerca de 300 militares ficaram aquartelados na Base Aérea de Fortaleza para fazer "faxina" no local. Duas horas depois, comando desistiu da decisão
Cerca de 300 militares do Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Fortaleza ficaram aquartelados - isto é, impedidos de voltar para casa - por cerca de duas horas na tarde de ontem, das 17h às 19h. A ordem teria supostamente partido do major-brigadeiro Hélio Paes de Barros Jr., do 2º Comando Aéreo Regional (Comar), sediado em Recife.
Militares que não quiseram se identificar disseram que o major-brigadeiro,
convidado à Capital para uma inspeção, reuniu os homens no Batalhão de Infantaria, e, após declarar seu descontentamento com o estado do local, deu ordem de aquartelamento. Logo após, teria separado os militares em três grupos, que iriam fazer a faxina, a pintura e a ordem unida (comando de marcha ao redor da base), em turnos, até o próximo domingo - quando só então seriam liberados.
“Ele disse que ninguém ia pra casa até que tivessem varrido e pintado todo o complexo”, disse um dos soldados. Outro militar disse que a ordem foi geral, e não diferenciava cargos ou faixa etária. “Todo mundo ficou detido, até os mais idosos”, contou.
Logo após serem detidos, os militares prontamente avisaram seus familiares, que ainda tentaram organizar um protesto em frente à Base Aérea. O protesto acabou não acontecendo, visto a liberação dos militares. Ninguém soube dizer o motivo do recuo da decisão do aquartelamento, embora os entrevistados acreditem que foi pela “dimensão que o ocorrido teve”.
O POVO tentou entrar em contato com a direção da Base Aérea e com o major-brigadeiro Barros, mas não conseguiu. Um dos soldados sentinelas, da entrada da base, que também não quis se identificar, disse que podia responder pelo comando e negou todo o ocorrido. “Foi um dia normal de expediente. Não aconteceu nada fora do normal”, disse.
Fonte: O Povo - 27 de agosto

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