Relatório aponta impunidade de policiais
Vários esquemas de extermínio envolvendo policiais militares e policiais civis funcionam há cerca de dez anos no Ceará. As vítimas são supostos ladrões que agem no comércio e testemunhas que denunciam crimes. Segundo o relatório apresentado esta semana ao Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (CDDPH), ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos, por uma comissão designada pelo próprio conselho, "verifica-se, como de praxe, nas atividades criminosas típicas de extermínio de pessoas, a participação maciça de policiais". Segundo a delegada Carmen Lúcia Marques de Sousa, da Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e que integra o conselho, a conivência da sociedade permite que os casos permaneçam impunes. "As vítimas são os indesejáveis. Na verdade, eles não conseguem gritar. A sociedade produz esse indivíduo, mas ela não quer que ele permaneça. Por isso é que surgem esses grupos de extermínio", disse Carmen Lúcia. Segundo ela, os policiais terceirizados são "mão-de-obra barata" para quem os contrata.
(Informações da Agência Brasil).

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