Estado adotará "comunicação segura"
exemplo da Polícia Federal, o Governo do Estado vai mudar o sistema de comunicação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Há três meses, testes estão sendo feitos para definir o novo modelo de troca de dados sem haver perigo de vazamento de informações.
O último deles aconteceu durante a Segunda Conferência Internacional em Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas (Icid 2010), realizada entre os dias 16 e 20 de agosto, em Fortaleza. O evento recebeu intelectuais do mundo inteiro. Durante os cinco dias, a SSPDS utilizou-se da tecnologia Tetrapol ID, a mesma apresentada pela PF no último dia 24 e que transmite informações de forma criptografada.
No novo esquema, a frequência dos terminais (rádios) também será diferente da usada hoje. A ideia é blindar Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e até os socorristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). “O Governo Federal está autorizando a utilizarmos a faixa de 480 MHz e a frequência de 410”, revela o secretário-executivo da SSPDS, coronel Joel Brasil.
Segundo ele, além da tecnologia Tetrapol ID, outras duas estão sendo analisadas. Contudo, O POVO apurou que há uma pré-disposição do Governo de adquirir o mesmo sistema da PF. A estratégia é para deixar o sistema homogêneo e facilitar ainda mais as operações conjuntas com a corporação federal.
Até 2012, o tipo de sistema será divulgado. O ano precede o da Copa das Confederações, uma espécie de teste da estrutura montada nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. Fortaleza é uma delas.
11 estações
Joel Brasil avalia a tecnologia Tetrapol ID como “muito boa”. De acordo com ele, o modelo é seguro por trabalhar de forma digital. O sistema de hoje é analógico.
Numa primeira fase, seriam adquiridos cerca de três mil terminais para militares, civis, bombeiros, federais e Samu. Para ler as chaves criptografadas enviadas por estes equipamentos, a PF diz que vai construir três estações rádio-base em Fortaleza. Se aderir ao Tetrapol, o Governo deve construir outras nove na Capital.
Com mais duas no Interior - uma em Sobral (Região Norte) e outra em Juazeiro do Norte (Região do Cariri), o total de estações chegaria a 11. As duas cidades receberão bases da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). “Elas já estão sendo construídas”, cita o coronel.
E-Mais
Fortaleza foi a primeira capital brasileira a receber a versão IP da tecnologia Tetrapol. O sistema foi implantado pela PF e deve ser utilizado pela corporação a partir de janeiro de 2011.
Desde 2005, foram R$ 180 milhões investidos pelo Governo Federal nessa tecnologia, adotada dois anos antes. Os equipamentos começaram a chegar em 2007 em Brasília, São Paulo e Rio.
PF e SSPDS não revelam a localização das centrais de decodificação “por questões de segurança”.
Fonte: O Povo - 30 de agosto de 2010

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