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Política Policial rodoviário nega-se a falar sobre o assassinato
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Depois de permanecer duas horas no Departamento de Inteligência Policial (DIP), sem responder a nenhuma das dezenas de perguntas feitas pelo delegado Leonardo Barreto, o policial rodoviário federal Alisson Francelino Primo, acusado de matar a tiros o empresário Francisco Benedito Barbosa Gama, o ´Bené´, na cidade de Paramoti, deixou o prédio da superintendência da Polícia Civil usando uma balaclava preta, óculos escuros e sob forte escolta.

"Ele manifestou o desejo de permanecer calado e só falar em Juízo, que é um direito constitucional", disse Leonardo Barreto, delegado de Aracoiaba que foi designado especialmente para investigar o caso. Ele contou que, o policial rodoviário já tinha sido ouvido uma vez, no auto de apresentação espontânea, mas que desta vez, não quis falar sobre o crime.

"Mesmo assim, fiz todas as perguntas, uma a uma. Foram dezenas de perguntas, algumas de cunho pessoal, outras relativas à investigação. Ele não respondeu a nenhuma", disse.

Alisson, que está preso temporariamente por 30 dias, deve ser indiciado por homicídio doloso qualificado, conforme adiantou o presidente do inquérito policial. "Qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima", acrescentou o delegado.

Leonardo afirma que uma das provas mais importantes no inquérito é o laudo de micro-comparação balística. "Este exame ligou o projétil retirado do peito da vítima à arma apreendida com o policial, uma pistola PT 100, Ponto 40, com brasão da PRF", destacou.

De acordo com o que foi apurado, na noite de 25 de julho, o comerciante chegava à sua residência em uma moto e teria sido confundido como um ladrão pelo policial, que estava em um carro e atirou contra ´Bené´.

Fonte: Diário do Nordeste

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